O Partido Progressistas (PP) decidiu prorrogar o prazo para que seus filiados deixem cargos no governo federal, mas mantém a pressão sobre o ministro do Esporte, André Fufuca (MA). A nova data-limite deve se estender até domingo (5), quando o parlamentar maranhense é esperado para formalizar sua saída do primeiro escalão.
O recuo atende a articulações internas e à tentativa de evitar um desgaste imediato com o Palácio do Planalto. Inicialmente, a direção nacional havia estipulado que o desembarque deveria ocorrer até 2 de outubro, em alinhamento ao movimento de reorganização da base de apoio ao presidente Lula.
Fufuca, no entanto, vinha demonstrando resistência. Ele desejava permanecer no cargo até abril de 2026, prazo de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral para quem pretende disputar eleições. O ministro é pré-candidato ao Senado pelo Maranhão e via na permanência no governo uma oportunidade de ampliar sua projeção política nacional.
Apesar da prorrogação, dirigentes progressistas reforçam que a decisão é irreversível e que não há espaço para recuos. A saída de Fufuca deve abrir caminho para novas composições políticas e servir de sinal da reaproximação do PP com setores da oposição, ao lado do União Brasil, que também já anunciou desembarque do Executivo.
Nos bastidores, a expectativa é de que o ministro cumpra o prazo estabelecido pelo partido, evitando agravar a tensão entre a cúpula progressista e o governo federal. Até o momento, André Fufuca não se manifestou publicamente sobre sua decisão final.

