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Busca por crianças desaparecidas em Bacabal chega ao nono dia com mobilização intensa de forças de segurança e voluntários



Bacabal, MA — 12 de janeiro de 2026

A busca pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde a tarde do dia 4 de janeiro no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA), entrou nesta segunda-feira (12) no nono dia consecutivo de esforços por parte de autoridades, forças de segurança e da própria comunidade.

Força-tarefa com mais de 600 buscadores

A operação mobiliza mais de 600 pessoas, incluindo policiais civis, policiais militares, bombeiros, equipes do Exército Brasileiro, órgãos estaduais, Prefeitura de Bacabal, Defesa Civil, Guardas Municipais, além de centenas de voluntários da região.

Segundo informações oficiais, os trabalhos ocorrem de forma ininterrupta, com revezamento 24 horas por dia, utilizando todos os recursos disponíveis para tentar localizar as crianças em uma vasta área de mata densa.

Terreno de difícil acesso e evidências encontradas

As buscas concentram-se em uma região de aproximadamente 15 km² de vegetação fechada, com muitos espinhos, áreas alagadas, riachos, lagoas e risco de animais silvestres, o que tem dificultado o avanço das equipes.

Em diferentes pontos de mata foram encontrados fragmentos de roupas infantis e uma xícara de porcelana, que passam por análise da Polícia Civil para verificar se pertencem às crianças desaparecidas — evidências que dão pistas, mas não confirmam indícios diretos da localização dos irmãos.

Além disso, foram localizadas pegadas infantis e fezes humanas em áreas distantes do ponto onde as crianças foram vistas pela última vez, o que tem orientado parte das diligências em campo.

Relato de primo encontrado e mudanças na estratégia

No meio da semana passada, o primo dos irmãos, Wanderson Kauã, de 8 anos, que também estava desaparecido, foi encontrado com vida por três produtores rurais na zona rural de Bacabal, a cerca de quatro quilômetros do local de origem do grupo.

Ele foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal em estado debilitado, mas sob cuidados médicos e psicológicos. Segundo o relato inicial prestado por Wanderson à equipe que o acompanha, o grupo teria passado por um lago próximo à mata, onde ele teria deixado os primos antes de seguir em busca de ajuda — informação que passou a guiar as buscas em uma nova direção.

Tecnologia, técnicas de busca e apoio das autoridades

A força-tarefa conta com o uso de drones com sensores térmicos, aeronaves do Centro Tático Aéreo (CTA), cães farejadores, equipamentos especializados e helicópteros para ampliar o alcance da operação.

Nas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), assegurou que **“não vão parar” as buscas e que o trabalho segue com todo empenho até que as crianças sejam localizadas. Segundo ele, já são mais de 150 horas de operações ininterruptas engajadas na busca pelos irmãos Ágatha e Allan.

Recompensa e mobilização comunitária

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), publicou vídeo anunciando a oferta de uma recompensa de R$ 20 mil por informações confiáveis que levem ao paradeiro das crianças, com orientações para que a população entre em contato com a polícia por meio do número oficial 181.

A mobilização da comunidade tem sido intensa: moradores de povoados vizinhos e voluntários se deslocam constantemente até a base de apoio às buscas, indicando trilhas e caminhos antigos na mata e participando diretamente das varreduras.

Um caso que mobiliza e emociona

O desaparecimento dos irmãos em uma área de mata fechada tem sido classificado pelas autoridades e pela própria comunidade como um caso atípico, sobretudo porque as crianças eram conhecidas por circular e brincar frequentemente no entorno da comunidade quilombola, o que torna ainda mais angustiante a espera por respostas.

À medida que a operação chega ao nono dia, familiares, autoridades e voluntários mantêm a esperança de encontrar Ágatha e Allan com vida, enquanto a busca continua sendo uma das mais intensas já registradas no interior do Maranhão nos últimos anos.

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