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Eletricista aparece como representante de empresa em licitação de R$ 5 milhões



Uma contratação milionária, que totaliza cerca de R$ 5 milhões, tornou-se alvo de questionamentos por parte das comunidades de municípios maranhenses após a constatação de contradições em documentos públicos. O caso envolve as prefeituras de Carutapera e de Paço do Lumiar, localizadas, respectivamente, no litoral oeste do Maranhão e na região metropolitana de São Luís.

As desconfianças surgiram após o nome por trás da empresa vencedora de um contrato para a aquisição de equipamentos eletrônicos para Carutapera coincidir com o de um eletricista contratado como servidor efetivo na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) da Prefeitura de Paço do Lumiar.

João Antonio Mendes da Silva consta como aprovado em concurso para o cargo de eletricista, tendo sido convocado e admitido no serviço público municipal em novembro de 2011, recebendo, atualmente, salário de R$ 1.518.

O nome dele aparece, inclusive, em portarias administrativas recentes. Em agosto do ano passado, foi beneficiado pela Seminfra com uma licença-prêmio de três meses.

Gama de inconsistências
Além do debate gerado em torno da identidade por trás da empresa responsável por entregar os equipamentos eletrônicos, a atividade principal da empresa vencedora também se tornou alvo de questionamentos.

Conforme apontam dados da Receita Federal, a JSV Company tem como atividade econômica principal a construção de edifícios. Mesmo possuindo atividades secundárias relacionadas ao comércio varejista e à prestação de serviços diversos, não há registros de atuação no fornecimento de tecnologia de alto valor.

Mesmo assim, o contrato prevê que a companhia forneça diversos equipamentos de ponta.

Veja:
• Câmeras fotográficas e de vídeo

• Drones

• Impressoras em grande escala, incluindo impressoras 3D.
• Kits de câmeras PTZ 4K, HDs externos, GPS portáteis e headsets

• Projetores multimídia

• Smartphones

Os preços unitários de alguns equipamentos também chamam atenção por estarem acima da média encontrada no mercado.

Na tabela publicada no Diário Oficial, consta a necessidade de aquisição de dois iPhone 16 Pro Max (512 GB), com valor estabelecido de R$ 19,6 mil por unidade, além de cinco câmeras DSLR Canon SL3 por cerca de R$ 9,5 mil cada, totalizando R$ 47,6 mil apenas nos últimos equipamentos.

A coluna procurou as prefeituras envolvidas para esclarecimento e o Ministério Público do Maranhão (MPMA). Até a mais recente atualização desta matéria, porém, nenhum retorno havia sido dado. O espaço segue aberto.

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