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Prefeitura de Carutapera planeja gastar quase R$ 100 mil em celulares de alto padrão e decisão gera críticas

A Prefeitura de Carutapera, no Maranhão, incluiu em sua Ata de Registro de Preços nº 001/2026 a previsão de gastos elevados com a compra de celulares, entre eles dois iPhones 16 Pro Max (512 GB), cada um ao custo unitário de R$ 19.663,68, totalizando R$ 39.327,36 apenas nesses aparelhos de luxo. Além disso, o mesmo documento prevê a aquisição de 20 smartphones 5G, com valor unitário de R$ 2.548,72, somando R$ 50.974,40. No total, a despesa com celulares se aproxima de R$ 90 mil, conforme publicação no Diário Oficial do Município .

A decisão tem causado indignação entre moradores e lideranças locais, especialmente diante das carências enfrentadas pelo município em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Para críticos da gestão, a compra de aparelhos de altíssimo valor, como o iPhone 16 Pro Max, soa desproporcional à realidade financeira de Carutapera e levanta questionamentos sobre as prioridades do governo municipal. “Enquanto faltam medicamentos, escolas precisam de reformas e comunidades convivem com problemas básicos, a prefeitura opta por celulares de luxo”, reclamou um morador que pediu para não ser identificado.

Outro ponto que chama atenção é que a aquisição dos celulares faz parte de um contrato global que ultrapassa R$ 5 milhões em equipamentos de informática e tecnologia. Embora a modernização administrativa seja necessária, especialistas em gestão pública destacam que o princípio da razoabilidade deve orientar esse tipo de gasto. “Não se questiona a necessidade de comunicação institucional, mas é preciso justificar por que servidores precisariam de aparelhos topo de linha, cujo valor supera em muito alternativas mais econômicas disponíveis no mercado”, avaliou um analista ouvido pela reportagem.

A Prefeitura de Carutapera ainda não apresentou esclarecimentos públicos detalhados sobre a real necessidade dos iPhones 16 Pro Max nem sobre quais setores ou autoridades utilizarão os aparelhos. A falta de transparência amplia o desgaste político da decisão e alimenta o debate sobre o uso responsável dos recursos públicos. Em um município com demandas urgentes e orçamento limitado, a compra de celulares de luxo acaba simbolizando, para parte da população, um distanciamento entre a gestão municipal e as reais prioridades da cidade .

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